sexta-feira, 1 de julho de 2011

"De Cujus" ou não "De Cujus" eis a questão.

Esta semana tivemos a triste notícia do falecimento da mãe de um grande amigo nosso. Tão logo soubemos fomos até o hospital prestar-lhe solidariedade e o apoio necessário. Todos profundamente emocionados como era de se esperar, ficamos por algumas horas na recepção do IML daquele hospital aguardando a chegada do nosso amigo. Até aí nada de extraordinário a não ser o fato morte que desde os tempos remotos tanto nos intriga. Então você estar se perguntando por que trouxe aqui este assunto. Explico. Sempre que tempo muito tempo em algum lugar desconhecido gosto de observar tudo à minha volta. Detalhes da arquitetura, comportamento das pessoas, cuidados com local em fim; tudo aquilo que possa me trazer informações do ambiente. Nesta observação tem lugar de destaque a leitura de tudo que tiver á vista e, aí está a razão desta crônica. Tinham alguns cartazes á vista. Uns com mais outros com menos destaque. Um cartaz impresso em folha ofício letras com azuis em negrito me chamou à minha atenção especial. Dizia o seguinte: “Esta área é destinada aos familiares de “De Cujus”. Agradeço a compreensão dos servidores civis e militares deste nosocômio.” Assinado pelo subtenente fulano de tal.
Vamos lá. Primeiramente pergunto a você; entendeu a mensagem? Sabe o que é “De Cujus” e nosocômio? Não? Ah, mas deveria. Num país de língua portuguesa culto como o nosso onde falar inglês ha muito deixou de ser um diferencial para ser uma obrigação e, você não entendeu a singela mensagem de milico! Acho melhor retornar aos livros.
Não, não penso assim. O mais uma vez singelo cartaz é uma demonstração de ignorância, arrogância e falta de bom senso. Se apropriar de latinismos forenses para elaborar um cartaz a ser afixado em local público é no mínimo falta de maturidade e coerência. Os “De Cujus” (falecidos) que estavam nas gavetas do necrotério daquele “nosocômio” (hospital) deveriam estar incomodados com a repercussão daquele cartaz e por certo se pudessem se levantariam das suas caixas e retirariam aquele papel da parede. Imaginem a correria. Como saldo ainda ficou a dúvida: O que de fato queria dizer aquele militar ao elaborar o cartaz? De nós leitores deste Blog fica a gratidão pela oportunidade de aprender mais duas expressões latinas que por certo jamais usaremos no nosso dia-a-dia até para evitar que algun “De Cujus” saia atrás de nós a nos cobrar bom senso. Finalmente ao amigo externamos nossos sentimentos desejando conforto e paz neste momento difícil.

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Poverello de Assis

Oração de são franscisco



Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz !Onde houver ódio, que eu leve o amor, Onde houver ofensa, que eu leve o perdão, Onde houver discórdia, que eu leve a união, Onde houver dúvidas, que eu leve a fé, Onde houver erro, que eu leve a verdade, Onde houver desespero, que eu leve a esperançaOnde houver tristeza, que eu leve a alegria, Onde houver trevas, que eu leve a luz. Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado, Pois é dando que se recebe é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a VIDA ETERNA !


Esta oração foi feita após o pedido de clemência do papa Inocêncio III "arrependido" pelas cruzadas e muito enfermo. Francisco, duvidando de seu arrependimento, fora chamado a atenção pelo Pai pedindo piedade ao agonizante. São Francisco atendeu o pedido, admitindo humildemente sua ignorância.

Às vezes nos limitamos a reclamar da vida - vejam um exemplo de superação.

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