sábado, 19 de outubro de 2013

Está aberta a discussão...

De vez em quando os autores das novelas da Globo resolvem colocar em suas tramas  assuntos chamados de polêmicos. Isso tem se tornado frequente nos últimos anos. Se questionados sobre a real motivação dirão sem pestanejar que é uma contribuição para com a sociedade trazendo para discussão, temáticas envolvendo discriminação, certas doenças e ou mesmo alguns ditos tabus. Dificilmente não teremos hoje nas produções cinematográficas, teatrais ou até mesmo nas novelas um personagem homossexual. Neste caso contribuem também para a qualidade das obras uma vez que com raríssimas exceções esses personagens imprimem características de sensibilidade e ternura às obras. Tratar de doenças graves contribui para esclarecer e encorajar a população para enfrentar aquela moléstia. Para aqueles que como eu assiste às novelas não deixa de serem incômodas às cenas onde, por exemplo, uma determinada personagem é humilhada por ser gorda. A realidade e a dureza das cenas chocam sobremaneira nós ouvintes. Chegamos achar que há certo exagero nas palavras e de fato há – o autor é livre para falar o que quiser e na intensidade que bem entender. Pois bem; deixemos esses detalhes de lado e pensemos na real contribuição destas inserções nas telinhas da TV. Considerando somente a Globo com 150 milhões de telespectadores sendo que uns 60% assistem as novelas. Temos então uns 90 milhões de pessoas provocadas pelos temos acima. De fato provoca nas pessoas toda sorte de sentimento; desde indignação e revolta até a vontade de lutar e contribuir para mudar aquelas situações muitas vezes deprimentes vividas pelos personagens. Aqui sim vemos a verdadeira contribuição. A provocação. Este ainda é melhor meio de forçar uma mudança – mostrar de forma nua e crua como aquelas práticas afetam a vidas das pessoas. Lembram-se das mulheres traficadas para a Turquia? Na própria causa dos homossexuais mesmo. Amigos acho que devemos ter em grande estima estes escritores que têm coragem de abordar estas questões. Se de fato teremos resultados práticos não importa muito. O que importa é que o tema foi colocado à mesa para discussão. Usar a ficção para tratar da realidade que nos aflige é, sobretudo um grande serviço à sociedade. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Maldade ou Ignorância?

Falar das manifestações que estão ocorrendo nas principais capitais do Brasil por não será nenhum atrativo ou novidade, pois a internet está saturada deste assunto. Concordar que as manifestações são mais do que oportunas também seria chover no molhado – são bem-vindas e tardias. Reconhecer que alguns ganhos ainda que parcos já começam a surgir é prova de que nada nesta vida é de graça. Reconhecer que a considerar o calor das manifestações muitas outras virão a se juntar as já acontecidas é certo e justo. Um olhar para a história recente e lembrar os ganhos, sobretudo nas áreas trabalhistas, educacionais e sociais mostram que de quando em quando o Estado precisa ser lembrado que o povo tem sim o poder e que a tolerância popular tem limites. Até aqui acho que todos concordamos inclusive as autoridades constituídas atualmente. Vejamos agora outro lado da moeda – isso mesmo toda moeda tem dois lados – cara e coroa. Não há quem não fique indignado ao ver a cenas de destruição mostradas nas últimas noites na TV. A palavra apesar e muito usada talvez não seja bem entendida, então fomos ver no dicionário: Vândalo – “pessoa que, por maldade ou ignorância, destrói o patrimônio valorizado pela sociedade; destruidor da propriedade alheia, selvagem”. Será que em pleno século XXI ainda existe gente assim? Sim, existem e usam máscaras para se esconder da sociedade. Esconder porque talvez tenham vergonha – será? Amigos será que a sociedade irá suportar assistir por mais tempo a ação destes moços mascarados sem que nada se faça de concreto para identificá-los a puni-los exemplarmente no rigor da lei? Nenhum pleito por mais justo que seja se justifica destruindo o patrimônio seja público ou privado. Tentar incendiar uma casa legislativa mesmo que seja reconhecidamente um antro é um crime contra a verdadeira democracia e contra o povo. Parece que a Sociedade e o Estado começam a dar sinais de intolerância diante destes criminosos. Mantê-los presos tem se tornado um desafio diante da lei pífia e inócua para este tipo de crime – crime de pequena monta. Até que algo aconteça resta à população assistir acuada. De tudo isso fica uma certeza; os verdadeiros movimentos parecem não dar sinais de desistência das suas justas demandas e caberá sim ao Estado se mexer e rápido.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Por Amor?!

Esta semana mais uma triste notícia de crime motivado aparentemente “por amor”. Desta vez foi no RN. Na verdade não importa muito o local uma vez que a brutalidade no mais das vezes é sempre igual. Não importa mesmo se a vítima é jovem, de meia idade ou até mesmo madura. De fora da situação sempre ficaremos chocados para não dizer outra coisa. Se um homem de 35 anos resolve que está apaixonado por uma jovem de 17 anos e essa paixão não é correspondida está criado então o cenário previsto no Art. 121 do Código Penal Brasileiro. Vejam: “§ 1º - Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço”. Isso mesmo; domínio de violenta emoção. Aí está o álibi em que os brilhantes advogados se apoiaram para defender seus clientes. Amigos, diferentemente do que sonhamos, ser amado por alguém pode sim representar um grande risco e não motivo de alegria porque somos capazes de cativar alguém. Se tivermos a infelicidade de não amar quem diz que nos ama podemos estar perdidos – que loucura. Desta forma muitas vidas serão ceifadas. Do outro lado a sociedade aqui representada pelos também brilhantes juristas escreveu o texto da “lei” para se adequar ao inevitável. Não, jamais concordaremos com essa lógica do amor que justifica a morte. Sabemos da sua existência, mas não a aceitamos e pronto! Numa tentativa de entender este tipo de atitude humana nos faz lembrar nossa infância quando vimos nossos amiguinhos num acesso de birra conseguir dos pais aquilo que a princípio não lhes seria permitido fazer ou mesmo ter. Essa sim é que poderia explicar esses monstros “apaixonados”. “Se durante toda a minha vida tive tudo o que queria por que razão agora alguém ousaria se negar a mim. Isso eu não admito.” Se não for minha não será de ninguém. De tudo isso penso que deve ficar a indignação da sociedade e que esta indignação cresça a tal ponto que possamos um dia mudar sim a letra da lei excluindo do artigo 121 a expressão “ sob o domínio de violenta emoção”. Finalmente para nos ajudar nesta reflexão lembro as palavras do Paulo Apóstolo aos Coríntios quando nos fala do verdadeiro amor - “O amor é paciente, é bondoso; o amor não é invejoso, não é arrogante, não se ensoberbece, não é ambicioso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento pelo mal sofrido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

SUPERIOR EM QUE?

Não há como voltar a escrever aqui sem se sentir tentado a falar dos últimos acontecimentos envolvendo a Polícia Militar do Rio. Nossos “heróis” que estão sendo vítima de toda sorte de campanha difamatória. Uma instituição com muitos anos de serviços prestados à Sociedade Carioca e Fluminense. Não vou enumerar e tratar dos casos em separado até por que são tantos e das mais variadas nuances que por certo correria o risco de não justo com aquela Corporação. O que gostaria de trazer aqui para nossa reflexão é uma constatação que está me intrigando. Em quase todos os últimos episódios de desvio de conduta na PM temos invariavelmente o envolvimento de oficiais de alta patente daquela organização. Major, Capitão e Tenente são as patentes dos protagonistas das trapalhadas dos últimos tempos. Sabemos que para galgar uma patente destas em qualquer Corporação Militar o sujeito precisa ter curso superior – seja em direito, seja em outra cadeira. Além do curso superior externo estes homens recebem uma formação específica antes de ocupar aquelas posições e ainda mais para assumir cargos de chefia na organização. Então, o que deve estar errado? Será que trazem de berço a tendência a tais desvios? Não deveriam estes homens ser submetidos a avaliações psicológicas visando identificar possíveis anomalias? O fato é que quando vemos um simples soldado que a título de perceber um salário de miséria se envolver em algo errado para conseguir complementar salários a sociedade até tenta entender. Agora ver homens com formação superior, com salários e condições de trabalho condizentes praticando sequestros, torturas e assassinatos ficamos muito assustados. Amigo não chegaria ao extremo de pensar no fim da PM como estão pregando alguns, mas que algo precisa ser feito e urgentemente não tenho dúvidas. Se estudar sociologia, psicologia, antropologia e o próprio direito nas diversas variáveis não bastou para incutir nesses homens um mínimo de sensibilidade para lidar com o ser humano seja ele quer for, o que fazer então? Aqueles que pela formação especializada deveriam enquanto líderes cuidar do equilíbrio da tropa que está para manter a ordem à luz da lei e nada mais que a lei não poderiam ser os agentes da violência gratuita. Oxalá que as autoridades se sensibilizem diante deste “fato novo” e descubram mecanismos de aferição prévia da conduta destes homens a quem é entregue o comando e a condução das políticas públicas de segurança neste momento tão difícil. Até lá fica a tristeza em imaginar um jovem oficial envolvido em crimes de tortura – algo que imaginávamos estar banido do nosso meio desde os tempos da ditadura. Imaginar ainda que um agente pago por nós para nos proteger ser este mesmo agente um agressor contumaz capaz de atrocidades como a cometida contra aquele Amarildo.

sábado, 5 de outubro de 2013

Conhecendo um poeta...

Semana passada tive a oportunidade de estar novamente com o professor e poeta Sidney Oliveira. Desta vez com muita alegria ele trouxe uma grande notícia; estava realizando uma sonho - publicou seu primeiro livro - HERRÁ È UMÃNÚ...isso mesmo escrito desta forma meio louca. Um verdadeiro artista das letras. Para completar a satisfação pelo encontro tive a sorte de ganhar em um sorteio um exemplar do livro do prof. Sidney. Uma coletânea de pequenos poemas escritos de forma livre e provocante. Confesso que ainda não li...estou às voltando com a leitura de 1822 de Laurentino Gomes - grande obra. Oportunamente vou saborear as palavras do poeta Duquecaxiense. Numa breve olhada pude observar a simplicidade das palavras deste artista apaixonado pelas letras.
Para finalizar eu recomendo:
HERRÁ È UMÃNÚ editora RJR Sidney de Oliveira.

Voltando à ativa...

Então amigos estamos voltando às letras...

Poverello de Assis

Oração de são franscisco



Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz !Onde houver ódio, que eu leve o amor, Onde houver ofensa, que eu leve o perdão, Onde houver discórdia, que eu leve a união, Onde houver dúvidas, que eu leve a fé, Onde houver erro, que eu leve a verdade, Onde houver desespero, que eu leve a esperançaOnde houver tristeza, que eu leve a alegria, Onde houver trevas, que eu leve a luz. Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado, Pois é dando que se recebe é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a VIDA ETERNA !


Esta oração foi feita após o pedido de clemência do papa Inocêncio III "arrependido" pelas cruzadas e muito enfermo. Francisco, duvidando de seu arrependimento, fora chamado a atenção pelo Pai pedindo piedade ao agonizante. São Francisco atendeu o pedido, admitindo humildemente sua ignorância.

Às vezes nos limitamos a reclamar da vida - vejam um exemplo de superação.

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