quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Por Amor?!

Esta semana mais uma triste notícia de crime motivado aparentemente “por amor”. Desta vez foi no RN. Na verdade não importa muito o local uma vez que a brutalidade no mais das vezes é sempre igual. Não importa mesmo se a vítima é jovem, de meia idade ou até mesmo madura. De fora da situação sempre ficaremos chocados para não dizer outra coisa. Se um homem de 35 anos resolve que está apaixonado por uma jovem de 17 anos e essa paixão não é correspondida está criado então o cenário previsto no Art. 121 do Código Penal Brasileiro. Vejam: “§ 1º - Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço”. Isso mesmo; domínio de violenta emoção. Aí está o álibi em que os brilhantes advogados se apoiaram para defender seus clientes. Amigos, diferentemente do que sonhamos, ser amado por alguém pode sim representar um grande risco e não motivo de alegria porque somos capazes de cativar alguém. Se tivermos a infelicidade de não amar quem diz que nos ama podemos estar perdidos – que loucura. Desta forma muitas vidas serão ceifadas. Do outro lado a sociedade aqui representada pelos também brilhantes juristas escreveu o texto da “lei” para se adequar ao inevitável. Não, jamais concordaremos com essa lógica do amor que justifica a morte. Sabemos da sua existência, mas não a aceitamos e pronto! Numa tentativa de entender este tipo de atitude humana nos faz lembrar nossa infância quando vimos nossos amiguinhos num acesso de birra conseguir dos pais aquilo que a princípio não lhes seria permitido fazer ou mesmo ter. Essa sim é que poderia explicar esses monstros “apaixonados”. “Se durante toda a minha vida tive tudo o que queria por que razão agora alguém ousaria se negar a mim. Isso eu não admito.” Se não for minha não será de ninguém. De tudo isso penso que deve ficar a indignação da sociedade e que esta indignação cresça a tal ponto que possamos um dia mudar sim a letra da lei excluindo do artigo 121 a expressão “ sob o domínio de violenta emoção”. Finalmente para nos ajudar nesta reflexão lembro as palavras do Paulo Apóstolo aos Coríntios quando nos fala do verdadeiro amor - “O amor é paciente, é bondoso; o amor não é invejoso, não é arrogante, não se ensoberbece, não é ambicioso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento pelo mal sofrido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

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Poverello de Assis

Oração de são franscisco



Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz !Onde houver ódio, que eu leve o amor, Onde houver ofensa, que eu leve o perdão, Onde houver discórdia, que eu leve a união, Onde houver dúvidas, que eu leve a fé, Onde houver erro, que eu leve a verdade, Onde houver desespero, que eu leve a esperançaOnde houver tristeza, que eu leve a alegria, Onde houver trevas, que eu leve a luz. Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado, Pois é dando que se recebe é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a VIDA ETERNA !


Esta oração foi feita após o pedido de clemência do papa Inocêncio III "arrependido" pelas cruzadas e muito enfermo. Francisco, duvidando de seu arrependimento, fora chamado a atenção pelo Pai pedindo piedade ao agonizante. São Francisco atendeu o pedido, admitindo humildemente sua ignorância.

Às vezes nos limitamos a reclamar da vida - vejam um exemplo de superação.

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