domingo, 18 de maio de 2008

A Décima Primeira Praga


Nestes tempos mais do que nunca muitos de nós temos questionado sobre qual deveria ser o papel da mídia na sociedade. Aqui, para não serem diferentes de outras questões polêmicas, as opiniões são das mais diversas imagináveis e inimagináveis. Muitos são defensores incondicionais da imprensa livre a qualquer preço; por certo são membros de grupos onde a possível exposição à mídia é pouco ou nunca provável. Alguns diriam que são “uns medíocres e insignificantes”. Alguns mais venenosos chegariam a afirmar que aqueles chegam a sonhar com a possibilidade de exposição – somente assim seriam reconhecidos como gente de fato e se tiverem alguma sorte poderiam até ganhar algum dinheiro – tirariam o pé da lama! Mas se fizermos uma análise mais ponderada diríamos que estes estão fora da curva. Por tudo que podemos ler, ouvir e sentir mesmo, é opinião comum pelo mundo afora que já é mais do que chegada a hora de uma grande discussão sobre o papel da mídia na sociedade moderna. Poderíamos relacionar aqui como exemplo alguns acontecimentos que mudaram de curso radicalmente depois da “intervenção” da mídia. Em nosso país onde os políticos são um prato cheio para a mídia, são eles mesmos que mais sofrem a interferência da mídia. Quantos episódios políticos dos últimos tempos que se não fossem trazidos a pública de forma contundente pela imprensa correriam o risco de não dar em nada – acabar em pizza com se diz comumente das coisas da política. É bem verdade que por vezes, por traz destes “serviços” prestados a sociedade brasileira ou mundial sobressaem interesses de grupo econômicos ocultos ou não que manipulam as informações conformando-as aos seus interesses ou de outrem. A grande questão para discussão hoje é se de fato estamos dispostos a pagar o preço destes “serviços”. Até aqui estamos analisando no âmbito geral – político, econômico e histórico. Mas o pior ainda está por vir. Quando a mídia entra na vida das pessoas; sejam elas de bem ou não, isso não é o mérito desta crônica. Temos assistido diariamente uma verdadeira violência praticada pela imprensa, seja ela falada, escrita e televisada e de forma indiscriminada. Para eles não importa se você é de família distinta, tradicional, rica ou pobre, morador de áreas nobres ou de uma simples comunidade pobre. O que importa neste momento é o impacto da notícia e quantos pretensos leitores poderão despertar – nossos compradores de notícias precisam ser atendidos a qualquer preço, não importa se para isso tenhamos que invadir a vida das pessoas, destruir em horas suas reputações, os nomes construídos durantes anos de trabalho, não importa se jamais poderão olhar de cabeça erguida para a sociedade, se serão para sempre lembrados negativamente em fim, não importa se são inocente ou culpados; isso veremos mais tarde – deixemos para traz qualquer compromisso com a ética ou outro valor humanitário. Frase repetida diariamente pelos chefes de redação dos grandes jornais, revistas, rádios e rede de televisões, mas com certeza jamais assumida por alguém! Quem de nós não conhece algum caso escandaloso de injustiça cometida em nome da LIBERDADE DE EXPRESSÃO? Afinal, numa democracia moderna como a nossa, todos podem falar o que pensam. Isso na verdade vale para uma minoria que se prevalece do poder dado por grandes grupos de mídia respaldados pelos políticos que em sua grande maioria passam no caixa ao final de cada mês e lá recebem a paga pela injúria e ignomínia. Às vezes , quando nos deparamos diante de questões com estas, nos perguntamos até que ponto vale a pena o Estado. Um “ser”; se é que assim podemos chamá-lo, invariavelmente é inerte diante das injustiças cometidas contra aqueles que deveriam ser a razão de SER deste mesmo Estado. Aos que crêem no poder de Deus e na justiça desse mesmo Deus terão que em algum momento da história enfrentar essa discussão. Então, aos homens de bem será dado a possibilidade de aos domingos pela manhã ir até um banca de jornal e lá encontrar um instrumento de cultura e integração das pessoas e quiçá dos povos. Algo que seja prazeroso de ler, que não nos traga tanta angústia e apreensão. Em Contrapartida, aos que hoje se deliciam com a desgraça alheia seria dado a pensar valores mais nobres e humanos no mais puro sentido da palavra. Lembrando o grande lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira quando em seu dicionário define humano como BONDOSO.

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Poverello de Assis

Oração de são franscisco



Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz !Onde houver ódio, que eu leve o amor, Onde houver ofensa, que eu leve o perdão, Onde houver discórdia, que eu leve a união, Onde houver dúvidas, que eu leve a fé, Onde houver erro, que eu leve a verdade, Onde houver desespero, que eu leve a esperançaOnde houver tristeza, que eu leve a alegria, Onde houver trevas, que eu leve a luz. Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado, Pois é dando que se recebe é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a VIDA ETERNA !


Esta oração foi feita após o pedido de clemência do papa Inocêncio III "arrependido" pelas cruzadas e muito enfermo. Francisco, duvidando de seu arrependimento, fora chamado a atenção pelo Pai pedindo piedade ao agonizante. São Francisco atendeu o pedido, admitindo humildemente sua ignorância.

Às vezes nos limitamos a reclamar da vida - vejam um exemplo de superação.

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