domingo, 26 de setembro de 2010

Código de Ética & Utopia


Ato # 1
Na mesma avalanche que trouxe a internet e todas as suas conseqüências recebemos também algumas coisas que dizem ser o que faltava para consolidar as relações capital-trabalho. De todas as inovações a mais moderna recebeu o pomposo nome de Código de Ética Empresarial e todas senão quase todas as grandes corporações transnacionais o adotaram. Um manual onde relacionam como deve ser a conduta dos funcionários, dos chefes em todos os níveis desde o mais alto executivo até o porteiro; primeiro a indicar a postura da empresa. Esse tal código é hoje tão importante que em algumas empresas chegam a organizar um cocktail para entregá-los aos funcionários. Aos profissionais de recursos humanos e da área jurídica é dado à incumbência de elaborar o tal código. Quase tudo se proíbe neste código. “Não pode receber agrado de fornecedores, não pode usar de práticas ilícitas para vender, não pode ofender o chefe, não pode ofender e ou perseguir os subordinados, não é recomendável relacionamentos pessoais mais íntimos no ambiente do trabalho, não é recomendável contratar parente para o mesmo setor, não se pode subornar funcionários públicos e nem se deixar subornar; enfim era tudo que sonhamos para tornar nossas relações mais humanas no ambiente de trabalho. E vamos comemorar! Finalmente seremos felizes e não mais teremos que ir a um psiquiatra atrás de tratamento para depressão, não teremos mais que nos empanturrar de ansiolíticos, não encontraremos mais nossos colegas chorando escondidos no banheiro, os chefes não tentaram comer à força de pressão psicológica suas subordinadas; ninguém mais era perseguido por ser competente e ameaçar nossa posição na corporação; nenhum funcionário será submetido à pressão psicológica com uma carga de serviço impossível de dar conta com ameaça constante de demissão e vergonha, a nenhum funcionário será omitido a informação da real situação financeira de Cia entre tantas outras conquistas. Amigos, o que farão agora os psiquiatras e psicólogos, o que farão os laboratórios com as centenas de milhares de ansiolíticos produzidos anualmente e vendidos a preço de ouro, o que será dos pobres advogados trabalhistas que se especializaram em assédio moral? Um caos se instalará doravante. Mas tudo por uma causa nobre; a Ética.
Ato # 2
Gostaria de escrever o ATO # 2 com a sua ajuda. Você porventura está vivenciando esta novidade em sua empresa? Crê realmente que trará os resultados apregoados pelos idiotas da área de recursos humanos, acha que finalmente você poderá dormir em paz, receberá uma justa carga de trabalho e na medida do salário que recebe? Você mulher, crê que será vista com uma profissional e não como mais uma para a coleção dos chefes mau caráter? Vocês acreditam mesmo que seus superiores não mais inventaram uma crise financeira de desestabilizá-los emocionalmente de forma sádica e covarde? Crê sinceramente que seu colega e seu chefe se sentiram felizes com seu crescimento sem persegui-lo gratuitamente? Diga-me se crê que uma cartilha mudará as relações que se impuseram nas corporações ao longo dos tempos. Você alguma vez se sentiu perseguido ou ameaçado no ambiente de trabalho sem que tivesse contribuído para isso? Você que trabalha numa pequena empresa familiar cujo dono é um tirano que pensa poder tudo e contra todos; você que trabalha numa grande transnacional que não sabe a quem apelar num momento de perseguição, escreva-me contando sua experiência e o que pensa desta onda hipócrita de ética no trabalho que tentam no impor. Ficarei sinceramente grato pela sua contribuição. Conversemos sobre o assunto. Que saídas você vê em curto prazo – a justiça? Acha que avançamos, tivemos melhora nesta área? Quantas vezes nos últimos anos você ouviu dizer que sua empresa estava mal das pernas e você correria o risco de ser demitido? Isso acontece na sua empresa ou somente na empresa do seu amigo?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Entre a Cruz e a Caldeirinha


Estamos a menos de dez dias das próximas eleições de 2010. Você já se decidiu por algum candidato? Ele seria do seu partido preferido? Seria por acaso uma das tantas “celebridades” candidatas? Já sei, a resposta é não, não e não! Eu também digo mesmo; não, não e não! Mas afinal porque temos tantas dificuldades em escolher os nossos candidatos – será que somos muito exigentes? Até poderíamos ser mais exigentes, mas não o somos, pois os que temos disponíveis são uma lástima. Quando não é a mesmice de sempre ( os neo-coronéis ), surge um Romário, uma Tati Quebra Baraco ou até mesmo um Tiririca em São Paulo. A justiça eleitoral até que tenta nos ajudar com as campanhas de conscientização na mídia – VOTE CERTO, VOTE CONSCIENTE, VOCÊ DECIDIRÁ O DESTINO DA NAÇÃO e assim por diante. Esquerda não temos mais. O que temos são uns esquizofrênicos travestidos de comunistas que insistem na privatização de tudo até o ar que respiramos. Jovens? Ah sim temos muitos. Filhos bem criados e adestrados para perpetuar a exploração do povo e garantir o crescimento do patrimônio da família. Este governo que está aí foi ruim? Absolutamente. Diria que foi um dos melhores desde que me conheço por gente. Mérito do partido, neste caso o PT? Mérito da equipe montado pelo Lula ou mérito do próprio? Fico com a última opção. Este homem tornou-se um “deus” neste país de merda. Ele só perde em desempenho para o bispo Macedo. Para este último temos que tirar o chapéu. Enfim, caros amigos estamos diante das urnas e sob pena de negar a nossa cidadania temos votar em alguém. A manipulação da informação corre solta na mídia. O candidato pode transitar de deus para demônio da noite para o dia. Basta um pequeno escorregão. Os interesses são dos mais variados possíveis. Parece que teremos finalmente uma mulher na presidência da república do Brasil. E o PT mais uma vez no pau mais alto do poleiro. A mulher é bem vinda e já era sem tempo, mas a que está aí deixa a desejar num quesito fundamental para um verdadeiro líder – CARISMA. Ela consegue ser mais antipática e anti-social que eu que imaginava ser o maior neste particular. Competência técnica ela tem de sobra. E o outro? Confesso que gosto dele – é bem articulado e já demonstrou competência e honestidade por onde passou. Mas como nem todos são perfeitos cometeu um erro gravíssimo ao concordar com as alianças que lhe deram como vice um “Índio da Costa”. Desconhecido do Brasil. Não tem a mínima senhoridade para o cargo. Só de pensar no Brasil sendo governado por este jovem, dá medo de votar no Serra mesmo ele garantindo que já acertou com São Pedro que não irá para céu nos próximos quatro anos. Em quem votar? Oxalá no dia 03 de outubro sejamos iluminados e escolhamos o menos pior!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Chico Xavier x Nosso Lar

Tive oportunidade de assistir o filme de Daniel Filho sobre a vida de Chico Xavier. Não, não sou adepto desta crença e nem simpatizante diria que sou. O homem Chico Xavier eu admiro assim como admiro e admirei todos os espíritas que Deus colocou em meu caminho. Pessoas boníssimas de caráter imaculado e que deixaram em mim sempre senão uma marca uma boa lembrança. Sempre os admirei por uma característica marcante em todos eles; o gosto pelo estudo e pela pesquisa da doutrina e, sobretudo pelo espírito de caridade – a grande marca do espírita. Como ministro ordenado católico é de se esperar que não creia nesta teoria – a reencarnação. E eu confirmo isso. Li, reli e muito pesquisei sobre o tema. Ainda não encontrei algo que me permita crer nesta teoria sem ter que abdicar da crença na Ressurreição. Amigos, na verdade não era minha intenção discutir esta doutrina aqui; até porque não poderia ter esta pretensão não conhecendo profundamente. Tenho profundo respeito pelos espíritas e seria muita presunção usar este espaço para colocar em dúvida esta ou aquela crença – não penso assim, creio na convivência harmoniosa e respeitosa entre as religiões cujo Deus é Único. Meu propósito é conversar um pouco sobre os dois filmes que assistimos nos últimos dias. Amante do bom cinema, num primeiro momento sou levado a fazer uma análise crítica da arte em si. É sabido que o cinema brasileiro ainda engatinha. Sobra talento e faltam recursos alegam os cineastas tupiniquins. Parece que de fato isso ocorre se olharmos as cifras do cinema americano, por exemplo. Milhões de dólares – um caminhão de dinheiro e retorno certo. Mas isso não vem ao caso, voltemos aos filmes em tela. Qual o propósito ao se fazer um filme sobre religião – propagar a fé naquela crença? Provocar uma discussão sadia sobre o tema? Polemizar? Mostrar outros caminhos? Apresentar uma alternativa de salvação? Enfim, poderíamos passar aqui uma tarde tentando encontrar uma boa motivação. O que sabemos é que no Brasil já contamos aproximadamente 2,5 milhões de espíritas e talvez um terço a mais de simpatizantes. Um público interessante e seleto pode-se afirmar. Visto os dois filmes podemos arriscar algumas considerações. Chico Xavier – um belo filme, aonde fatos reais vêm à tona com uma grande dose do realismo que a sétima arte pode nos proporcionar. Poucos efeitos especiais, ambiente real na medida do possível, cenas com o próprio Chico. Uma biografia viva do médium mas querido do Brasil. No conteúdo vemos passo-a-passo a missão daquele homem simples que cativou tantos e tantos pelo Brasil afora. Daniel Filho soube explorar com maestria as riquezas da vida daquele predestinado. Repito, um belo filme que nos emocionou sobremaneira.
Agora, temos um grande projeto cinematográfico que teve apoio da FEB e algumas das grandes companhias de cinema internacionais. Um belo orçamento – 20 milhões de reais - em se tratando do Brasil. Recursos e profissionais de primeira linha – efeitos especiais, trilha sonora e atores. Tudo na medida certa comenta a crítica especializada. E o conteúdo? Inspirado no livro A Vida no Mundo Espiritual de Chico Xavier - 1944 onde o médico André Luis dita ao médium detalhes da cidade LAR. Com todo este aparato era de se esperar uma grande produção e uma grande intenção. As teorias foram passando diante de nós. A esperada crítica ao ceticismo de muitos, a insistência na idéia da “Lei da Ação e Reação” como forma de justificar o sofrimento humano, a importância da caridade e do trabalho como caminhos para a elevação espiritual, o valor do exercício da paciência, e assim por diante. Confesso que esperava muito mais e muito menos. Muito mais emoção e muito menos fantasia. Uma espécie de disco voador sobrevoando a cidade me pareceu um despropósito mesmo sob a alegação do avanço tecnológico citado no filme. As terríveis cenas do umbral também me pareceram estranhas – talvez uma apropriação de elementos de outras religiões. Uma espécie de interrupção das sucessivas reencarnações – um tratamento de choque? Aos que como eu creiam em um Deus misericordioso causa espécie as cenas dos mortos sendo submetidos a chibatadas. Seria uma menção ao Xeol hebraico? Isso não faz parte do cardápio da doutrina espírita? Em se tratando de um filme religioso não ficou bem o uso da estrela de Davi – símbolo da fé Judaica - ao fundo em algumas cenas quando da chegada das vítimas do holocausto com a mesma estrela nas roupas. Outra cena que me causou espanto foi quando o médico se sente chocando ao ver sua esposa casada novamente – também esta me pareceu uma questão muito pequena – uma espécie de ciúme – que não condiz com a grandeza apregoada pelos espíritas no outro plano da vida. Passaria um bom tempo relacionado aquilo que não me agradou neste filme. Como arte também se mostrou lento e cansativo, de dar sono mesmo. Finalizando tenho a dizer que sempre vou recomendar o primeiro filme; o do Chico, mas este último não recomendaria nem aos espíritas e nem aos curiosos e simpatizantes da doutrina. Se você um amante da sétima arte ainda assim não recomendaria. Aos irmãos espíritas reafirmo meu carinho, minha admiração e gratidão mesmo pelo trabalho de caridade e luta pela paz.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Estilo de Liguagem


Hoje mais do que nunca se fala muito em estilo de linguagem. A forma como eu falo e me expresso. Como eu verbalizo minhas idéias? Aqui vale algumas considerações, a saber: Se eu sou um bom leitor, tenho invariavelmente mais segurança e, por conseguinte erro menos, certo? Não! Esta não é uma verdade absoluta sem saber o que eu leio. Se leio muito os jornais populares, por exemplo, corro o risco do que eu chamaria de vício do contágio. Leio um erro e por achá-lo certo uso em minhas verbalizações. Mas que fique claro, o crime é meu quando massacro a língua portuguesa. Agora vejamos; se ao invés de jornais populares eu leio somente tratados de literatura clássica - o outro extremo - posso incorrer num erro não muito menos grave, de não ser entendido... blablablá, blablablá...
Caros amigos e leitores temos sim que reconhecer que a formação que recebemos nos últimos anos no Brasil deixa a desejar. Seja em instituição pública ou privada. Vocês então devem estar se perguntando, o que fazer então? Não resta dúvidas que uma boa leitura, um autor renomado, uma boa editora e um enredo que seja antes de tudo prazeroso fará a grande diferença. Se eu leio a famosa revista que antecipa o desfecho das novelas, se eu leio o jornal que vive à caça de crimes para aterrorizar a população, se seleciono meus autores pela moda e não tenho a mínima preocupação de ler a sinopse previamente, o que posso esperar quanto à qualidade literária do que leio? Talvez esteja aqui a questão. Recordo-me que tive um professor que dizia; “leia tudo que lhe vier às mãos, pois em algum momento lhe será útil.” Hoje, após alguns quilômetros rodados, receberia com certa reserva a recomendação daquele mestre. Diante da avalanche de textos criminosos que vemos circular por aí, há que ter algum cuidado.
Voltando ao tão falado estilo de linguagem, vale ressaltar que não se pode confundir estilo com vício. De tanto falar errado, acabo escrevendo errado. Esta semana, no ambiente de trabalho, me deparei com duas palavrinhas que podem bem servir para exemplificar o que falo. São elas: “Então” e “Daí”. Quantas vezes nos últimos dias você ouviu começos de frases com estas palavras? Você mesmo deve tê-las usado algumas vezes, por certo. Aqui, será que temos um estilo ou um vício? Penso da seguinte forma a respeito desta situação; o que caracteriza vício é o uso indiscriminado e abusivo das palavras. Isso sim que as torna “ilícitas” nas diversas situações. Se eu estiver do outro lado da linha telefônica, por exemplo, e mesmo que não reconheça a voz do interlocutor o reconheço pelo uso quase sempre repetitivo de determinada palavra algo está errado, mas não a palavra e sim a forma com está sendo usada. Finalmente, proponho uma reflexão sobre o que é de fato ter um estilo de linguagem. Oxalá chegue logo o tempo em que os vícios de linguagem e os gerundismos sejam banidos do nosso dia-a-dia. Até lá, caberá a cada um de nós o papel de sempre que possível dar “um toque amigo”. Em tempo, vale lembrar que com muito cuidado pois é muito difícil aos que freqüentaram um dia a escola reconhecer que: não sabem ler, não sabem escrever e não sabem falar!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Preciso, posso e devo...aprender.


Com a era digital, a informação em alta velocidade e a crescente demanda da informação em tempo real, mais do que nunca a formação permanente e a aprendizagem ao longo da vida (Life Long Learning) tem sido uma constante.
Faz, pois sentido, antes de embarcar nesta aventura, que se reflita sobre a necessidade de criar hábitos de aprendizagem, porque vamos precisar deles ao longo de toda a nossa vida.
Não podemos voltar constantemente a uma instituição de ensino formal sempre que aparece uma nova tecnologia, ferramenta ou maneira de fazer as coisas. Temos que nos tornar autodidatas e manter a mente aberta para detectar as oportunidades de crescer e com esse crescimento fazer crescer as instituições em que estamos inseridos.
O que é aprender?
É adquirir uma nova competência ou conhecimento. Aprende-se a andar de bicicleta, aprende-se uma nova língua, aprende-se a participar num desporto, aprende-se a falar em público e a usar novas tecnologias e equipamentos.
Como é que aprendemos?
Freqüentando um curso, lendo um livro ou uma revista, vendo um filme, jogando um jogo, falando com outros. Há muitas maneiras de aprender e cada pessoa tem o seu método não só preferido, mas muitas vezes, mais apropriado.
A aprendizagem (ao longo da vida ou não) coloca quem aprende no centro do processo… ao invés do ensino que coloca o professor no centro.
Isto é um programa de aprendizagem, portanto é fácil de imaginar como isto vai funcionar.
Para ser um aprendiz ao logo de toda a vida há que se ter alguns hábitos. Por norma sugerem-se os seguintes:
Hábito 1: Comece com um objetivo em vista e já definido
Hábito 2: Assuma total responsabilidade pela tua própria aprendizagem
Hábito 3: Vê problemas como desafios a ultrapassar
Hábito 4: Tenha confiança em você como sendo capaz de aprender autonomamente
Hábito 5: Crie uma caixinha de ferramentas de aprendizagem
Hábito 6: Use a tecnologia em proveito próprio
Hábito 7: Ensine e ajude outros a aprender
Hábito 7 ½: Jogue e brinque
Encontrei na internet esta proposta que está originalmente em Inglês, mas dá perfeitamente para se compreender http://www.plcmc.org/public/learning/player.html. Sugiro a sua leitura como ponto de partida nesta jornada rumo ao auto-aprendizado.

domingo, 14 de junho de 2009

Desesperados

Tão bonitinha essa historinha que não pude deixar de passar. Explica muitas coisas... (Olhem o nome do anjinho!)
Era uma vez um anjinho muito distraído chamado Amorel. Ele recebeu uma incumbência de Deus:
Amorel, acabo de inventar os humanos, eles estão classificados como homem e mulher. Cada um tem seu par e já estão todos alinhados de par e par. Pegue esta bandeja de humanos e levem para que eles habitem a Terra”.
Amorel ficou contente, pois havia muito tempo o Senhor não o chamava para tão nobre trabalho. O anjinho pegou a bandeja e saiu todo feliz pelo caminho. Ao virar uma esquina lá no céu, distraído, trombou com uma anjinha chamada Amanda. A bandeja voou longe, e todos os casais de humanos se misturaram. Amorel e Amanda ficaram desesperados e
foram contar para Deus o ocorrido. O Senhor falou:
Vocês derrubaram vocês juntarão!
Porém, parece que Deus se esqueceu que os anjinhos eram distraídos. E é por isso que a cada dia os casais se juntam e se separam. Os dois anjinhos trabalham incessantemente para que os casais originais se encontrem.
O trabalho é muito difícil, tanto é que por muitas vezes eles juntam casais errados, pois os humanos espalhados ficam inquietos e cobram o serviço dos anjinhos o tempo todo. Quando os humanos se mostram muito desesperados, os anjinhos unem dois desesperados, mas logo depois percebem o engano e os separaram. E, por muitas vezes, esta separação é brusca, pois não se tem tempo a perder. Recebi um bilhete dos dois anjinhos e vou mandar pra você agora:

"Se você é um humano, queremos pedir desculpas pela nossa distração, pois errar não é só humano! Estamos trabalhando com empenho, porém, sempre contando com a ajuda de vocês. Não se desesperem mas também, não se isolem; tentem mostrar realmente quem é cada um de vocês, pois a medida que cada um mostrar o que é de verdade, vai tornar o nosso trabalho mais fácil. Aproveitamos a oportunidade para nos desculpar pelas separações abruptas, sabemos que elas geram muito transtorno mas se nós o separamos de alguém, é porque em algum canto vimos alguém bem mais parecido e por isso precisamos isolá-los para facilitar o encontro."

Se você não estava desesperado quando se caou, fique trânquilo. Caso contrário, fique atento às dicas dos anjinhos.

sábado, 13 de junho de 2009

Você Pra Mim É Problema Seu!


Certa vez, conversando com meu ex-chefe, falávamos sobre as pessoas que normalmente nos dão muito trabalho; e os motivos são os mais variados possíveis. Ele então me contou que teria lido num adesivo, destes que colamos em nossos carros a seguinte frase: "Você pra mim é problema seu!". A partir daí, disse ele, adoto esta frase para algumas situações e pessoas. Confesso que num primeiro momento achei a tal frase um tanto estranha senão a personificação do egoísmo humano. Dias depois me deparei com uma situação em que tentava ajudar certa pessoa que prefire não mencionar aqui. O fato era, que apesar de todas as tentativas de orientá-la segundo meu juizo da situação é claro, ela insistia em não acolher minhas reflexões e complicava-se cada vez mais. A partir desta data decidi colocar num pequeno mural que mantenho em minha sala de trabalha a tal frase. Não preciso dizer que muitos que lá entram, estranham e às vezes até se arriscam a contestar aquela idéia como se fosse eu o autor da mesma. A verdade é que eu acabo muitas vezes, defendendo aquela máxima tentando explicar o inexplicável. Você caro leitor, já parou para refletir sobre esta questão da relação que temos com outras pessoas sejam elas entes queridos, amigos íntimos ou até mesmo estranhaos que cruzam o nosso caminho? Quantas vezes se viu tentado ajudar alguém que na verdade parece não querer ajuda mas sim aborrecê-lo com seus problemas?
Que devemos ser solidários, generosos e até amigos mesmos, isso não temos dúvidas. O que às vezes nos incomoda é a resistência de muitos. Quão gratificante é sentar-se ao lado de alguém que pede nossa ajuda - às vezes um simples conselho - e perceber que fomos úteis! Já lidaram com uma pessoa que te trás um problema torcendo para que você se perca nele como se fosse sem solução ou que somente ela é portadora deste mesma dificuldade? Já chega dizendo que não há solução - nem a morte resolve, arriscam elas. Tem um ambiente que é sem dúvida muito propício a estas situações - onde trabalhamos! Lá, permancemos boa parte de nossas vidas e invariavelmente carregamos solidariamente os problemas uns dos outras - não há como escapar desta dinâmica. Ninguém sai ileso. Quando você menos esperar lá estará você envolvido até o pescoço no problema dos outros. Se der sorte de se deparar com o problema de alguém equilibrado que de fato esteja querendo se livrar daquela encrenca, ótimo, mas se for o contrário vai desejar dizer a tal pessoa : Você pra mim é problema seu! E aí eu lhe pergunto; quem poderá julgá-lo mal.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Comer, Rezar, Amar...


Às vezes temos que "tirar o chapéu" e nos curvar diante de determinadas pessoas. Lembram-se de Dan Brown - Código Da Vinci - 2003? Vendeu milhões de livros, mexeu com a cabeça de muita gente, criou muita polêmica e ficou rico. Agora, mais recentemente surgir a Elizabeth Gilbert - Comer, Rezar, Amar - mais uma avalanche de livros e comentários pelo mundo afora. Esta, a partir de uma experiência pessoal - que tenho minhas dúvidas se merecem elogios; provocou uma verdadeira febre em torno da OPORTUNIDADE de se jogar tudo pro alto e sair pelo mundo numa grande aventura. Nunca tive notícias de alguma folha de papel ou até mesmo o teclado de computador - para ser mais moderno - tenha se recusado a registrar algo que se lhe pareça irreal ou mesmo danoso às vidas humanas. Sabemos sim que os papeis e teclados aceitam tudo e felizes da vida , pois existem para isso - dar margem a imaginação e fantasias dos outros. Lendo o último livro, confesso que em alguns momentos ficava imaginando se algum não desse certo na vida da escritora ( que era também uma mulher de carne e osso; com olhos azuis e dor de barriga ) - mas isso não aconteceu. Numa entrevista a televisão americana onde estavam a reporter mais cinco mulheres - extasiadas diante de Liz Gilbert, dava-se para perceber o encanto que a escritora provocou naquelas leitoras. Quem de nós não teve vontade um dia, de jogar tudo para o alto e sair por aí?
Ir de encontro ao anseio e fantasia dos leitores; este talvez seja o grande segredo para ESTOURAR e virar "celebridade" literária da noite para o dia. Liz e Dan souberam fazer isso com muita propriedade - parabéns e eles! Quanto a nós, simples mortais cabe degustar desses pratos servidos de quando-em-quando. E que venha mais por aí! Boa leitura e viagem...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

E por falar em Anjos.


Então, você acredita ou não em anjos? Já sei, prefere não comentar para não ficar "mal na fita"! Eu, a despeito de tudo que estudei e li sobre teologia, ainda guardo certa reserva quanto ao anjos. Não chega a ser uma agnose pois estaria mais propenso a acreditar por tudo que nos trás de magia e santidade. Certa vez, lendo um livro técnico sobre instalações hidráulicas de um dos melhores autores do ramo, descobri que este mesmo autor - Joseph Archibald Macintyre havia escrito um livro sobre anjos. Ainda não li o tal livro - somente a sinopse. Mas a crítica recomenda o livro pela seriedade do homem Macintyre. A propósito deste tema, num período da vida que estive sozinho e pude escrever um pouco, me aventurei a rabiscar algo sobre essas "figuras" que tanto nos encanta. Se você caro leitor, se interessar por este tipo de leitura envie-me uma mensagem que lhe enviarei o texto. A esquerda - Contribua, dê sua opinião.

Reconsideração Literária...

Lembram-se de que eu havia dito não recomendar a leitura do livro O Peregrino de John Bunyan? Pois bem, quero reconsiderar minha opinião. Acabo de ler o livro e assistir o filme baseado no mesmo livro. Temos que reconhecer tratar-se de grande imaginação por parte do autor. Ele usou inúmeras citações Bíblicas para construir a caminhada do personagem Cristão em direção a cidade celestial. É bem verdade - vejo desta forma - que há, mesmo que de forma velada uma presunção do autor que exclui muitos da tal peregrinação. Como ex-membro da Igreja Anglicana e agora lider de igreja independente, acaba passando para o papel um sentimento muito comum aos "crentes"; somente eles serão salvos e ponto final. Como catequese, até poderia ser usado mas com muita ponderação e cuidado. Agora acho sim que deve ser lido por aqueles que se interessam pelas coisas relacionadas a fé cristã. Seja lá quem foi este homem, por certo tinha vontade de acertar e demonstrou inteligência ao construir este roteiro onde descortinou diante dos leitores muitas das revelações e fundamentos da fé cristã.

Poverello de Assis

Oração de são franscisco



Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz !Onde houver ódio, que eu leve o amor, Onde houver ofensa, que eu leve o perdão, Onde houver discórdia, que eu leve a união, Onde houver dúvidas, que eu leve a fé, Onde houver erro, que eu leve a verdade, Onde houver desespero, que eu leve a esperançaOnde houver tristeza, que eu leve a alegria, Onde houver trevas, que eu leve a luz. Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado, Pois é dando que se recebe é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a VIDA ETERNA !


Esta oração foi feita após o pedido de clemência do papa Inocêncio III "arrependido" pelas cruzadas e muito enfermo. Francisco, duvidando de seu arrependimento, fora chamado a atenção pelo Pai pedindo piedade ao agonizante. São Francisco atendeu o pedido, admitindo humildemente sua ignorância.